CapFrameX: protocolo mínimo para não se autoenganar
Sem método, todo mundo “ganha FPS”. Com método, muita otimização famosa morre no histograma. CapFrameX (e PresentMon por baixo) é o detector de mentira da bancada.
Regras de ouro
1. Mesmo cenário (replay, treino fixo, deathmatch no mesmo mapa). 2. 3 runs mínimo; descarte outlier óbvio com justificativa. 3. Reporte média e 1% / 0.1% (ou p5/p1 conforme sua convenção). 4. Salve PNG/CSV — memória é traiçoeira. 5. Uma variável por experimento.
Armadilhas que invalidam o A/B
- Overlay diferente entre runs
- Driver update no meio
- Cold boot vs máquina quente misturados sem anotar
- Shader compilation na primeira run tratada como “resultado”
- Cap FPS diferente entre A e B
Como ler o histograma
Média alta com cauda longa = stutter. Você “sente” a cauda. Por isso chase de média no Afterburner é marketing interno.
Template de log (copie)
Data:
Jogo/preset:
CPU/GPU/driver:
Mudança testada:
Run1/2/3 avg | 1% | 0.1%:
Decisão: manter / reverter
CapFrameX vs “sensação”
Sensação importa para jogar. Não importa para decidir stack. Decida com arquivo. Jogue com confiança.
Config mínima recomendada
- Capture no processo certo do jogo
- Evite gravar a primeira run pós-boot (shaders)
- Normalize duração (ex.: 60–90 s de combate real, não AFK)
- Exporte CSV se for comparar depois em planilha
PresentMon / RTSS
Overlays de FPS são ótimos para olhar rápido e péssimos como única fonte de decisão. Use-os como “termômetro”; use CapFrameX como “laudo”.
Como apresentar resultado (para você mesmo)
“Média 312 → 318” sem lows é inútil. “1% low 186 → 241, cauda do histograma mais curta” é decisão.
Script de sessão de teste (45 min)
1. 10 min aquecer GPU/CPU 2. 3 runs baseline 3. aplicar UMA mudança 4. 3 runs 5. decidir manter/reverter 6. parar — não empilhe 8 mudanças
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Próximo passo com a GuttyTECH
Checklist genérico de fórum não conhece o seu chipset, o seu ISP nem o seu DPC. Se você quer o protocolo medido na sua máquina — baseline CapFrameX, LatencyMon e stack limpa — agende uma sessão.